Memória cerebral aumentada através de implante

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Existem diversas personalidades e instituições a investirem na pesquisa de implantes cerebrais, desde Elon Musk ao MIT passando pelo Departamento de Defesa dos EUA, e parece que mais dia menos dia estaremos a assistir a seres humanos com as suas capacidades naturais aumentadas, devido a tais dispositivos.

Um professor da University of Southern California (USC), veio agora demonstrar que a inclusão de um implante cerebral poderá não só apenas melhorar a memória, mas também ajudar no tratamento de uma doença extremamente mortífera, o Alzheimer.

Para testar o seu dispositivo, o professor Dong Song e a sua equipa recrutaram 20 voluntários que já iam recorrer ao implante de eléctrodos no cérebro a fim de tratar a epilepsia.

Após implantarem o dispositivo nos pacientes, conseguiram obter dados acerca da sua actividade cerebral no decorrer dos testes criados para estimular tanto a memória de curto prazo, como a memória de trabalho, e determinaram assim o padrão associado à performance de memória, e utilizaram então os eléctrodos para estimular o cérebro, seguindo esse mesmo padrão.

Segundo as leituras dos resultados dos testes, após a inclusão do dispositivo, o estímulo melhorou a memória de curto prazo em cerca de 15% e a memória de trabalho em 25%, mas ao procederem a um estimulo aleatório do cérebro, o desempenho piorou substancialmente.

Pode parecer interessante uma memória melhorada para quem necessita de um auxilio em elaborados testes escolares ou trabalhos exigentes, mas é completamente crucial para pessoas que sofrem de demência ou Alzheimer.

O maior factor de risco do Alzheimer é a idade, sendo que o escalão de risco mais elevado se encontra acima dos 65 anos de idade.

Devido ao constante aumento da esperança média de vida, o segmento de população com risco de sofrer de Alzheimer aumenta constantemente, e em 2030, cerca de 20% dos cidadãos dos Estados Unidos terão 65 anos.

Ainda são necessários alguns testes até que o tratamento apresentado por Song possa chegar ao mercado de consumo e ser aprovado como tratamento, no entanto se este realmente for capaz de ajudar estes pacientes, o impacto não será apenas sobre os mesmos, mas também sobre os seus familiares e até a economia no geral.

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