Medicamento para o Alzheimer repara dentes

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Uma recente descoberta comprovou que os dentes têm a capacidade de se regenerar, ao que parece, com ajuda de um medicamento Tideglusib chamado.

O medicamento, desenvolvido e testado para tratar o Alzheimer, parece ter uma incrível segunda área de aplicação, o de reparar as cavidades dos dentes, e tal já foi testado e comprovado em ratos de laboratório.

O Tideglusib, funciona estimulando células estaminais na base do dente, que são a fonte de criação de dentina, que nada mais é do que a substância mineralizada que é afectada criando cavidades nos dentes.

Não é de todo uma novidade o facto de os dentes, desde que dadas as circunstâncias correctas, conseguirem se regenerar de forma natural e sem qualquer tipo de assistência, mas para tal é necessário que o dano afecta a polpa do dente, e aí o nosso corpo incentiva à formação de nova dentina.

Mas mesmo nestes casos, o dente apenas consegue regenerar uma fina camada de dentina, e esta não é eficiente na reparação das cavidades criadas pelas cáries, que são normalmente bastante profundas. Já o Tideglusib, altera o panorama ao desactivar a enzima GSK-3, que faz com que a produção de dentina seja interrompida.

Na pesquisa, a equipa inseriu pequenas esponjas biodegradáveis de colagénio, impregnadas com o medicamento nas cavidades, e estas, fomentaram a formação de dentina e no espaço de seis semanas, os danos estavam reparados, e com o desaparecimento da estrutura de colagénio, ficou apenas no lugar da cavidade um dente intacto.

Tudo isto parece e é extremamente interessante e promissor, mas convém uma vez mais ressalvar o facto de até agora estes resultados só terem sido alcançados ao tentar reparar os dentes em ratos de laboratório.

Ainda assim, e uma vez que o medicamento já foi aplicado em humanos para o tratamento do alzheimer e surtiu efeitos similares aos apresentados nos testes efectuados em ratos de laboratório, é extremamente provável que estes resultados sejam conseguidos nos testes que vierem a ser efectuados em seres humanos.

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