Investigadores da MIT criaram um robô origami

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O objecto mede cerca de um centímetro e pesa um terço de grama, no entanto, é capaz de nadar, escalar, atravessar terrenos acidentados e carregar cargas duas vezes superiores ao seu próprio peso.

Os investigadores do MIT apresentaram na Conferência Internacional de Robótica e Automação, um robô de origami, medindo cerca de um centímetro, este é capaz de se dobrar a si próprio para desempenhar as mais diversas tarefas.

Esta micro-máquina pesa um terço de grama e é capaz de nadar, escalar inclinações, atravessar terrenos acidentados e carregar cargas duas vezes maiores que o seu peso. Tudo isto mesmo sendo apenas uma folha de plástico que se dobra a si própria, o único componente do robô é um íman que está fixo nas suas “costas”. Os seus movimentos são controlados por campos magnéticos externos.

“Todo o movimento de caminhada está incorporado na mecânica do corpo do robô”, explicou Cynthia R. Sung, formadora da MIT em engenharia eléctrica e ciência da computação, que pertence ao grupo que desenvolveu o robô.

A ideia deste projecto surgiu como forma de, hipoteticamente, se poderem injectar pequenas máquinas no corpo humano, onde estas navegariam para um local de intervenção, dissolvendo-se após de completar as tarefas que lhes haviam sido atribuídas. Para esse fim, os investigadores construíram os seus próprios protótipos de materiais solúveis em líquidos.

“Completamos o ciclo desde o nascimento até ao fim de vida”, afirmou o primeiro autor do projecto, Shuhei Miyashita. “O círculo está fechado”, concluiu.

Em todos os protótipos, as folhas que se dobram sozinhas tinham três camadas, sendo que, a camada do meio, consistia sempre em policloreto de vinil, um plástico normalmente utilizado em canos e que se contrai quando é aquecido.

Uma vez que o robô se dobra, o atrito entre os “pés” da frente do robô e a base em que se desloca, é o suficiente para que os pés da frente permaneçam fixos enquanto os pés de trás se levantam. A aplicação de campos magnéticos permite fazer com que o corpo do robô gire ligeiramente, o que rompe a adesão dos pés dianteiros e faz o robô avançar.

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