Investigação alerta para medicamentos contra a azia e a acidez gástrica

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Um recente estudo realizado veio revelar que existe um risco associado à toma destes medicamentos, sobretudo para as pessoas que os tomam regularmente. Todos os medicamentos pertencentes à classe dos inibidores da bomba de protões são de risco elevado.

Estes medicamentos são muito populares e amplamente prescritos, no entanto, uma nova investigação sugere que estes medicamentos para combate da azia e da acidez gástrica podem aumentar o risco de morte.

Este risco é mais elevado para quem toma os inibidores da bomba de protões, sendo estes de maior risco, isto comparando com quem não toma nenhum medicamento do género, ou comparando com os casos de quem toma outros neutralizadores de ácido no estômago.

O estudo associado à investigação foi publicado online no “BMJ Open”, e baseou-se no exame das fichas clínicas de 3,5 milhões norte-americanos de meia idade e no acompanhamento de 350 mil participantes durante cinco anos, comparando-se grupos que tomavam os inibidores da bomba de protões ou outro tipo de supressores de ácido, os bloqueadores de H2. Os investigadores tomaram também em consideração factores como o sexo, idade e ainda condição clínica dos participantes.

Posto em números, os resultados evidenciaram um risco de morte 25% superior nos pacientes que tomavam os inibidores da bomba de protões, face aos que tomavam os bloqueadores de H2. Os investigadores verificaram ainda que “o risco aumenta quanto mais prolongado é o uso do medicamento”, explicou Ziyad Al.Aly, epidemiologista da Universidade de Washington e co-autora desta investigação.

Assim, a percentagem de risco em relação aos que não tomavam nenhum supressor de ácido foi fixada nos 23%.

No entanto, o risco parece ser particularmente superior no caso das pessoas que tomavam medicamentos contra a azia sem precisarem sempre deles, existindo uma toma por habituação associada, o que justifica o alerta deixado pelos autores do estudo: “nunca recorrer a esta medicação sem a certeza de que ela faz falta e parar logo que esta deixe de ser uma necessidade”.

Este já não é o primeiro estudo a alertar para os riscos deste tipo de medicação, pesquisas realizadas anteriormente relacionaram-na com problemas renais, pneumonia, maior risco de fracturas da anca e de um outro tipo de infecção grave.

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