A inibição do stress nas células pode reduzir o risco de doenças auto-imunes

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Os cientistas do Instituto de Medicina Molecular, descobriram agora que a inibição do ‘stress’ nas células imunitárias, diminui a produção de um segundo tipo de células, implicadas e responsáveis em doenças auto-imunes.

Foi possível aos cientistas descobrir esta questão, graças a uma experiência realizada em ratos, a inibição do ‘stress’ nas células imunitárias diminui a produção de um tipo de células implicadas em doenças auto-imunes como por exemplo a esclerose múltipla.

Os resultados deste estudo que foi liderado por Marc Veldhoen, investigador-principal do iMM, foram publicados esta semana na revista Cell Reports.

Esta equipa descobriu que o domínio dos factores de ‘stress’ celular, como por exemplo a pressão de oxigénio ou a concentração de açúcares, levava ao controlo de um tipo de linfócitos T (células do sistema imunitário) designado Th17, mais resistente a outras condições adversas.

Os investigadores conseguiram ainda reduzir estes valores em ratos, que partilham bastantes semelhanças da sua fisiologia com a dos humanos. Os sintomas de doenças auto-imunes como a esclerose múltipla ao inibirem o ‘stress’ celular, acção que conduz à diminuição do número de linfócitos T do tipo Th17.

Marc Veldhoen explicou ainda à Lusa, que os linfócitos T, uma variedade de glóbulos brancos “importante para combater infecções”, podem ser activados de diferentes formas de modo a poderem responder adequadamente a diversas infecções.

O problema, ressalvou, é que alguns destes modos de activação “podem contribuir particularmente” para doenças auto-imunes (doenças em que as células imunitárias atacam o organismo em vez de defendê-lo) como a esclerose múltipla, a diabetes e a artrite reumatóide.

“Quando as células T estão sob ‘stress’, devido a baixos níveis de oxigénio e energia, é gerado um modo de activação que pode aumentar o risco de auto-imunidade e patologia”, afirmou.

No estudo, o ‘stress’ nos linfócitos T foi reduzido em culturas de células com medicamentos que diminuem, como por exemplo, os açúcares.

Posteriormente, a equipa utilizou ratos geneticamente modificados, nos quais os níveis de ‘stress’ nas células T foram reduzidos. Os roedores tinham sintomas que mimetizavam a esclerose múltipla.

Para os investigadores do iMM, os linfócitos Th17 podem ser um alvo farmacológico preferencial para reduzir o ‘stress’ nas células imunitárias em locais do organismo especialmente afectados pela inflamação, salientou Marc Veldhoen.

Assim sendo, o número de células Th17 pode ser diminuído ao mesmo tempo que outras respostas imunitárias dos linfócitos T “são preservadas”, sublinhou.

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