Implante cerebral ajuda tetraplégico a se movimentar

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Esta nova tecnologia implantada no cérebro, permitiu a um paciente tetraplégico desde há oito anos, poder voltar a mexer as suas mãos e braços através do poder da sua mente. Segundo o The Guardian, o projecto desenvolvido por investigadores da Universidade Case Western Reserve, em Ohio, foi o primeiro do mundo a obter tais resultados.

Bill Kochevar, recebeu implantes eléctricos no córtex cerebral e sensores nos seus braços, isto pôde permitir uma estimulação dos músculos para dar resposta aos sinais provenientes do cérebro, sinais esses descodificados através de um computador. Após oito anos com uma paralisia quase total, Kochevar conseguiu finalmente comer e beber sozinho.

“Penso naquilo que quero fazer e o sistema faz por mim. Não é preciso pensar muito. Quando quero muito uma coisa, o meu cérebro fá-lo”, afirmou o paciente.

Kochevar foi ainda submetido a uma cirurgia no cérebro para implantar os sensores e passou por cerca de quatro meses de experiências e treinos, este tempo foi o necessário para que a tecnologia conseguisse reconhecer os sinais corporais necessários a partir do córtex. Primeiramente, o homem contou com 36 eléctrodos de estimulação no braço, incluindo quatro que o auxiliaram nos movimentos do cotovelo e do ombro.

Posteriormente, fez-se uma estimulação dos músculos durante 18 semanas, oito horas por semana, afim de melhorar os movimentos, a resistência e o cansaço muscular. A partir daí, a tecnologia foi interligada com o cérebro para que os sinais transmitidos por ele fossem traduzidos através de impulsos eléctricos e provocassem o movimento dos músculos e nervos do braço.

“A nossa investigação ainda está muito no início, mas acreditamos que este tratamento poderia oferecer a possibilidade de recuperar as funções dos braços e das mãos aos indivíduos com paralisia para conseguirem realizar as tarefas do dia a dia, oferecendo-lhes uma maior independência. Até agora, ainda só ajudou um homem tetraplégico a agarrar as coisas, para se alimentar e conseguir beber. Com mais desenvolvimento, acreditamos que a tecnologia poderia possibilitar um controlo mais preciso, permitindo uma variedade de acções que transformariam certamente a vida das pessoas com paralisia “, afirmou Bolu Ajiboye, médico e um dos responsáveis pelo estudo.

Bill Kochevar ficou tetraplégico num acidente de bicicleta, depois de ter sido abalroado por um camião, a tetraplegia é uma paralisia que que atinge os quatro membros do corpo, superiores e inferiores. Esta ocorre quando as vias motoras e sensitivas que percorrem a medula espinal são interrompidas no nível da coluna cervical, provocando, por consequência, lesões na mesma. Geralmente este quadro clínico desencadeia-se por acidentes de automóvel ou por acidentes vasculares cerebrais.

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