Há cerca de 455 milhões de anos um aumento do Oxigénio ajudou a aumentar a biodiversidade

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Parece que um súbito aumento dos níveis de oxigénio há mais de 455 milhões de anos fez com que a biodiversidade crescesse de forma exponencial, tendo a natureza aproveitado esta súbita abundância deste gás essencial para evoluir e criar novas espécies da vida marinha.

O crescimento repentino da biodiversidade já era conhecido, mas nunca antes tinhas sido encontrado o motivo para o mesmo se ter iniciado, sendo esta a primeira vez em que os cientistas conseguem ligar o evento a este agora confirmado repentino aumento de oxigénio na atmosfera terrestre.

Claro que a equipa considera que o aumento exponencial de oxigénio na atmosfera não foi o evento exclusivo que tornou possível o aumento da biodiversidade conforme registado durante o período Ordoviciano, a equipa sabe que existiram outros factores de peso que influenciaram este repentino aumento, como o arrefecimento dos oceanos e o aumento de nutrientes disponíveis nestes, bem como a necessidade de subsistência perante a ameaça predatória, mas certamente que foi crucial o aumento do nosso gás essencial.

Proceder a análises de uma fase temporal tão distante é normalmente bastante complicado, mas o novo elo encontrado após a análise do calcário constituído no decorrer do tempo, que fossilizou criaturas na sua estrutura, permitiu uma aprofundada análise destes detalhes, tendo confirmado que nesta altura os níveis de oxigénio aumentaram a sua concentração de 13 porcento, para uns impressionantes 25 porcento no período em causa.

E nessa mesma altura, existiu um aumento da biodiversidade para um número três vezes superior ao anterior, aumentando o número de espécies existentes nos oceanos, grandes alterações às espécies existentes, e até alterações a nível do solo dos oceanos em si.

A especificidade do elo entre os dois eventos, já não é tão clara, sendo que os cientistas acreditam que a influência entre sobre os ecossistemas deste aumento, fosse bastante mais indirecta do que directa, aumentando as temperaturas, e tornando assim a terra mais propicia à existência de vida.

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