Geoformas massivas debaixo da Camada de Gelo Antárctica

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Foi feita uma nova fantástica descoberta por baixo da Antárctica: Geoformas massivas, algumas tão altas quanto a Torre Eiffel, e são cerca de cinco vezes maiores do que as deixadas pelas antigas Camadas de Gelo da Escandinávia e da América do Norte, e podem ser parte da explicação para a perda de profundidade de gelo nas calotas polares da Antárctica, e inclusivamente influenciar grandemente a estabilidade da região.

Devido às antigas camadas de gelo encontradas no Hemisfério Norte, os cientistas já sabiam que as Geoformas podiam se formar por diversos metros abaixo da superfície, com a Camada de Gelo da Escandinávia a representar uma das maiores massas glaciais da época do plistoceno (algures entre 2 588 000 e 11 700 anos atrás), alcançando uma incrível superfície de cerca de 6.6 milhões de quilómetros no seu auge.

Por debaixo da camada de gelo, com uma densidade de cerca de 3000 metros, diversas Geoformas começam a se formar, e ao longo de milhares de anos, elas criaram um ciclo de evaporação e precipitação para manter o ciclo de gelo pelo oceano. Mas agora, que a camada de gelo está a reduzir, as complexas Geoformas, conhecidas como eskers, finalmente ficaram expostas.

Abaixo poderá observar Geoformas similares no Oeste da Suécia

Apesar de há muito se especular que características similares deveriam de estar por baixo das camadas de gelo, ninguém poderia adivinhar nem preparar os cientistas da Université de Bruxelles na Bélgica e da Bavarian Academy of Sciences na Alemanha para a descoberta na Antárctica.

As Geoformas encontradas por debaixo da Antártica, com cinco vezes o tamanho das encontradas na Camada de Gelo da Escandinávia, são tão colossais que quando algo é comparado a estas, todas parecem irrelevantes. Ao utilizar uma combinação de dados de imagens de satélite e de radares aéreos e terrestres, conseguiram identificar “reflectores de radar” distintos por debaixo da Camada de Gelo.

Os reflexos são claras indicações de grandes protusões a interromperem o fluxo de gelo superior, que se aparentam bastante aos eskers ancestrais encontrados na Escandinávia, mas bastante maiores! Mas como se formaram exactamente?

Depois de estudar uma característica conhecida como condutas sub-glaciais, normalmente encontradas por debaixo de grandes camadas de gelo, que direccionam o gelo derretido sob a forma de água em direcção ao oceano, e que quanto mais se aproximam deste, mais largos se tornam. Essa largura dá lugar à acumulação de sedimentos ao longo do tempo, formando por fim eskers.

“À medida que as condutas alargam, a velocidade de saída da água sub-glacial diminui, o que leva ao aumento do depósito de sedimentos no portal da conduta. Ao longo de milhares de anos, este processo cria gigantes depressões de sedimentos – comparáveis à altura da torre Eiffel – por debaixo do gelo”, explicou a equipa numa conferência de imprensa.

“A sedimentação activa nas condutas de água sub-glaciais parece levar à formação de eskers – longas depressões de cascalho que são normalmente encontradas em zonas onde antigas camadas de gelo desapareceram”.

Podemos não conseguir travar o degelo da camada da Antárctica, mas uma melhor compressão de como tal acontece, poderá pelo menos ajudar-nos a perceber melhor o que irá acontecer a seguir.

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