A Força Aérea Americana acabou de quebrar o record de velocidade maglev – a 1018 km/h

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Lembra-se da tecnologia maglev (levitação magnética) que inspirou alguns projectos de meio de transporte de próxima geração em 2014? Bem, a Força Aérea Americana acaba de levá-la mais longe do que nunca: até aos 1018 km/h, para sermos mais exactos.

Essa velocidade foi atingida por um trenó personalizado durante um teste na Base Holloman da Força Aérea no New Mexico. Apesar de ainda estar muito longe de poder ter um comboio que atinja os 965 quilómetros por hora, este novo record alcançado significa que não estamos assim tão longe disso.

A tentativa de alcançar um record mundial foi efectuada pelos membros do 846º Esquadrão de Testes, que utilizaram uma pista de 640 metros para o trenó utilizar. A equipa na verdade bateu o seu record anterior de dois dias antes, que tinha ficado no 825 km/h, enquanto que a viagem de comboio maglev mais rápida do mundo foi a 589 km/h.

A chave para como a levitação magnética funciona está no nome: levitando veículos um pouco acima da superfície do trilho utilizando campos magnéticos, a fricção é largamente reduzida, e menos energia é perdida. Essa energia é então utilizada para propulsionar o comboio ou trenó a velocidades espantosos que cada vez se tornam maiores.

“Nós utilizamos um hélio líquido bastante gelado para essencialmente levitar o trenó nos imãs superconductivos”, explicou o Tenente-Coronel Shawn Morgenstern, admitindo que o treino da Força Aérea Americana era um “sistema de desenvolvimento” que não irá necessariamente ajudar os humanos a viajar entre cidades nos tempos próximos.

Três comboios maglev comerciais estão em operação actualmente no Japão, China, e Coreia do Sul, mas mais estão a caminho.

Existem dois tipos diferentes de tecnologia maglev: suspensão electromagnética (EMS), utilizado nos sistemas comerciais mencionados acima, e a suspensão electrodinâmica (EDS), que é apenas utilizada neste momento em pistas de testes, apesar de estarem a caminho versões comerciais.

Uma terceira tecnologia – suspensão magneto-dinâmica (MDS) – está ainda em fase teórica por agora.

No caso da EMS, os trilhos do comboio estão à volta da pista, e a atracção entre elas supera a gravidade; no sistema EDS, o comboio está abaixo do trilho, e uma força magnética repelente é utilizada para mantê-lo a flutuar.

De momento, o EMS é tido como a opção mais segura e mais confortável, pois não interfere com pacemakers ou bandas magnéticas de cartões de crédito, por exemplo. Também é melhor a baixas velocidades e poder trabalhar a baterias se necessário.

Os profissionais do 846º Esquadrão de Testes utilizaram a sua própria configuração maglev EDS para efeitos de testes para investigações para potencial utilização militar. A seguir, a equipa quer experimentar utilizando materiais mais leves para o trenó para aumentar a velocidade ainda mais.

Para nós, os prováveis beneficiados, o acontecimento demonstra que eventualmente no futuro os comboios maglev nos possam levar de local a local a velocidades estonteantes, mas apenas o tempo o dirá.

[ScienceAlert]

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