Exploração espacial chinesa de olho na Lua e em Marte

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A China voltou a reforçar o desejo de explorar o espaço num livro branco em que confirma os planos para levar uma sonda ao lado escondido da Lua e lançar a primeira sonda a Marte.

Foi esta passada Terça-Feira que a China confirmou os seus planos para aterrar uma sonda no lado mais afastado da Lua e ainda lançar a primeira sonda até Marte. “Explorar o vasto cosmos, desenvolver a indústria espacial e converter a China num poder espacial é um sonho que perseguimos incessantemente”, lê-se no livro branco divulgado por Pequim.

O documento que detalha os planos espaciais do país para os próximos cinco anos, refere ainda que o programa espacial chinês tem fins pacíficos e visa garantir a segurança nacional e realizar pesquisas científicas.

Pequim colocou grande ênfase no desenvolvimento da sua indústria espacial, que considera ser um símbolo de desenvolvimento e afirmação no cenário internacional. O objectivo do país, ainda que não mencionado no documento, é enviar um astronauta à Lua.

Enquanto isso, a Rússia e os Estados Unidos, têm mais experiência com viagens espaciais tripuladas, o programa chinês, que é suportado pelo exército do país, tem alcançado um rápido progresso. A China realizou a sua primeira missão espacial tripulada em 2003.

Aproximadamente uma década depois, aterrou uma sonda na Lua. No passado mês de Novembro, dois astronautas chineses regressaram à Terra, após 30 dias no espaço, onde viveram e trabalharam no laboratório espacial Tiangong-2, na mais longa e sexta missão tripulada da China.

Pequim quer colocar uma tripulação permanente no espaço até 2022, alojados numa estação espacial que está prevista operar ao longo de pelo menos uma década.

O livro branco reitera os planos da China para colocar a sua primeira sonda em Marte, até ao ano de 2020, visando explorar e trazer amostras do planeta Vermelho. Esta missão visa ainda a explorar o sistema de Júpiter e a “conduzir pesquisas em questões científicas importantes, como a origem e evolução do sistema solar, e procurar vida extraterrestre”.

No ano de 2018, a China quer que a sonda lunar “Chang’e-4” obtenha novos dados sobre a formação e evolução do satélite da Terra.

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