Existe uma nova explicação para a Evolução da Vida na Terra

0

A questão mais antiga de sempre, será que a vida existia antes da existência de ácido nucleíco. Os pesquisadores forneceram agora provas de que a bioquímica primitiva pode se realizar sem fosfato, que é um componente essencial dos blocos de construção da química genética, dando então mais peso ao argumento de que antes de existir a vida, já existia o metabolismo.

Os investigadores são do MIT e da Boston University, são os responsáveis e identificaram um número previamente desconhecido de vias metabólicas que não são de todo dependentes do fosfato, e isto pode alterar a forma como nós compreendemos como a química orgânica complexa evoluiu para vida na Terra.

A vida, tal como a definimos hoje, baseia-se imensamente na química imperfeitamente replicativa, que requer um modelo que possa ser reproduzido e os meios para capturar energia suficiente para transformar produtos químicos baseados em carbono em formas mais complexas.

Na hipótese do mundo-RNA, cordas de ácido ribonucleico (RNA) flutuante facilitaram processos que podemos descrever como precursores da vida, com o polímero assumindo os papéis de um tipo precoce de modelo de informação e de maquinaria química.

Uma falha, é o facto de o RNA não poder trabalhar sem uma fonte de energia, o que requer uma sequência de reacções químicas que se assemelham a uma forma inicial de metabolismo. E a molécula de RNA também inclui fosfato, uma molécula que foi embutida no ambiente e, portanto, difícil de incorporar em compostos orgânicos.

Outra teoria da “pré-vida” sugere que as formas iniciais da química metabólica já estariam a absorver energia do ambiente, sob a forma de calor ou luz e a transferi-la entre as reacções químicas numa sopa orgânica. Após algum tempo, o metabolismo primitivo fundiu-se ao RNA.

“O significado deste trabalho é o de os esforços futuros para entender a origem da vida deverem ter em conta a possibilidade concreta de que os processos baseados em fosfato, que são essenciais hoje, poderem não o ter sido na altura em que os primeiros processos de vida começaram a emergir”, disse o pesquisador Daniel Segrè da Boston University.

Comment