EUA não classificam morsa como espécie ameaçada

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Afinal os Estados Unidos não vão incluir a morsa do Pacífico na lista de espécies ameaçadas, isto apesar do degelo no Árctico. A justificação é que em causa está a incerteza em afirmar que a morsa venha a tornar-se efectivamente uma espécie ameaçada.

Os Estados Unidos não vão incluir a morsa do Pacífico na lista de espécies ameaçadas, apesar do degelo no Árctico, sendo este fenómeno resultante das muitas e severas alterações climáticas que o planeta Terra tem sofrido ao longo dos últimos anos. Esta questão foi anunciada esta semana pelo Serviço de Peixes e Vida Selvagem.

A morsa é um animal de grande porte, que vive nas águas do Árctico. Este animal é mediatamente reconhecido devido às suas presas proeminentes, bigodes e o seu grande volume. As morsas têm uma pele enrugada e áspera que se vai tornando cada vez mais espessa ao longo da sua vida, maioritariamente para protecção e regulação de temperatura. Estima-se que estes animais possam viver entre 15 a 30 anos.

Segundo adiantou a agência do Departamento do Interior dos Estados Unidos, dedicada à preservação da vida selvagem, não é possível afirmar com certeza que seja provável que a morsa se venha a tornar efectivamente uma espécie ameaçada.

Apesar da extensa perda de gelo marinho no Árctico, utilizado por estes animas para se reproduzirem, descansarem e evitarem predadores, as morsas têm-se adaptado às alterações do planeta já desde 2011, saindo em busca de comida pela costa fora.

Citado pela agência Associated Press, o chefe de gestão de mamíferos marinhos do Serviço de Peixes e Vida Selvagem no Alasca, Patrick Lemins, explicou que a população de morsas é robusta e que a caça tem diminuído bastante.

Já o Centro de Diversidade Biológica, organização não-governamental de defesa de espécies ameaçadas, pediu encarecidamente que a morsa do Pacífico fosse incluída na lista, ameaçando ainda processar a agência, caso esta a rejeitasse na listagem como uma espécie ameaçada.

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