Este é o registo mais antigo de seres humanos nas Américas

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Segundo um estudo publicado na revista Nature, foram encontrados vestígios humanos num mastodonte com cerca de 130 mil anos de idade, num local de escavação em San Diego, na Califórnia, Estados Unidos, que fazem crer que o ser humano possa ter chegado à América do Norte antes da época que os cientistas acreditavam. Esse estudo evidencia ainda que os vestígios encontrados nesse animal, aparentam ter sido processados há pelo menos 130 mil anos atrás, por um hominídeo ainda por identificar. A confirmar-se ainda está essa informação, a de que o ser humano poderá ter chegado ao continente americano, muito antes do que os cientistas pensavam. Este é, até agora, o registo mais antigo de pegada humana na América do Norte (o mais antigo era de há 15 mil anos).

Estes vestígios, encontrados num mastodonte que habitou na Terra durante o período do Pleistoceno Superior, já tinham sido descobertos nos anos 90, por paleontólogos que estudaram percutores (instrumentos pré-históricos que eram usados para produzir lascas) e bigornas de pedra junto aos restos do animal. Ainda assim, a equipa liderada por Thomas Deméré, conseguiu descobrir a data concreta desses materiais e vestígios. Esta datação foi conseguida através de um processo denominado de datação por radio-carbono, que utiliza o radio-isótopo carbono-14 para determinar a idade de materiais que contêm átomos de carbono.

Segundo o comunicado de imprensa enviado pela Nature, os fragmentos dos ossos do animal, tinham fracturas em espiral, o que sugere que estes foram quebrados pouco tempo depois de o animal ter sido capturado. Também foram encontrados fragmentos de dentes molares, cujas marcas provam terem sido partidos por objectos rígidos, produzidos por seres humanos.
Estas observações coincidem com as já verificadas nos materiais que tinham sido recolhidos nos anos 90, uma vez que as bigornas e os percutores “mostram marcas de uso e impacto que não poderiam ter sido causadas por processos geológicos”.

Judy Gradwohl, presidente do Museu de História Natural de San Diego, afirmou que “esta descoberta está a reescrever a nossa compreensão de quando os humanos chegaram ao Mundo Novo”. O próximo passo será descobrir que espécie era esta e como chegou ela às Américas.

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