Estávamos errados quanto à Ilha da Páscoa

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Parece que estávamos errados quanto aos habitantes da ilha da páscoa, os Rapa Nui, segundo um novo estudo. Este estudo sugere que os seus habitantes não destruíram o meio ambiente da ilha como anteriormente sugerido, e foi descoberto que os Rapa Nui na verdade teriam uma alimentação bastante mais diversificada e que estes teriam bastante mais cuidado com o seu habitat do que o previamente pensado.

Esta conclusão foi obtida através de análises isotópicas de carbono e nitrogénio de ossos e plantas que datam até 1400 DC.

Em 1722, quando os Europeus chegaram à ilha, depararam-se com uma sociedade em declínio que segundo os relatos da altura, teria utilizado os recursos naturais do local até à exaustão durante diversos séculos, para fazer frente ao crescimento exponencial da população da ilha, com as árvores a serem cortadas a ritmos incríveis, sem dar tempo para estas voltarem a popular o território.

Mas agora, uma equipa internacional de arqueologistas, pensa ter descoberto uma nova versão para a história, e que segundo a análise efectuada aos restos biológicos dos Rapa Nui, cerca de 50 porcento da sua alimentação vinha afinal de fontes marinhas, e este valor é mais de o dobro do estimado anteriormente.

Além disso, pelo nível de nutrição detectado, estimasse que ao contrário do que se acreditava, os Rapa Nui tinham um conhecimento um pouco mais aprofundado de agricultura, tendo então um suporte de alimentação muito mais rico, o que revela que eram provavelmente um povo com grande capacidade de adaptação e sobrevivência em condições bastante limitadas pelo ambiente.

Parece que afinal, ao contrário do que conta a história, os Rapa Nui preocupavam-se com o ambiente e em conservar os recursos naturais, e a avaliação feita à chegada pelos Europeus, foi uma avaliação com base numa comparação com a gestão de recursos utilizada por estes, e uma vez que os métodos utilizados pelos Rapa Nui eram diferentes, eles consideraram que eles não sabiam gerir os recursos naturais da ilha, e utilizaram-nos até à exaustão.

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