Estamos perante a sexta grande extinção em massa

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Três cientistas divulgaram um estudo sobre a discussão das espécies em extinção. Segundo os investigadores, estamos perante uma “aniquilação biológica”.

O planeta Terra já passou por cinco grandes extinções em massa, a sexta, acontecerá mais cedo do que se esperava, garantem assim os cientistas responsáveis por um estudo publicado pela Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos. Os autores falam de uma “aniquilação biológica” sem precedentes e com consequências mais severas do que as que eram inicialmente previstas.

Para o estudo, os cientistas analisaram tanto espécies raras como comuns e descobriram que milhares de milhões de populações locais e regionais desapareceram. Estes culpam a crise no crescimento descontrolado da população humana e também o consumo excessivo dos recursos do planeta. Deixam assim o aviso: “temos pouco tempo para inverter esta situação”. Já no passado de 2016, tinham sido apresentados estudos que tentavam mostrar que as espécies se estão a extinguir a um ritmo mais acelerado do que no passado, ainda assim, as extinções de espécies são relativamente raras, dando assim a impressão (a um público desatento e pouco informado) de que o declínio da biodiversidade é uma coisa gradual e lenta.

No entanto, este novo estudo tem uma abordagem diferente e não se foca só nas espécies raras ou em perigo de extinção, foca-se em espécies comuns que estão a perder parcial ou totalmente o seu habitat natural. A conclusão é de que um terço das espécies que está a perder o seu habitat não é considerada como “ameaçada”. Concluíram ainda que, 50% de todos os animais (a título individual) desapareceram nos últimos 40 anos, ou seja, o ritmo a que estas extinções ocorrem acompanham a tendência de crescimento da população humana.

Os registos existentes permitem-nos saber que 80% dos mamíferos terrestres perderam o seu habitat histórico no último século. Os cientistas descobriram milhares de milhões de populações de mamíferos, aves, répteis e anfíbios que desapareceram por todo o planeta, isto é o suficiente para afirmar que a sexta extinção em massa já está a decorrer.

“A aniquilação biológica resultante do ser humano vai ter consequências sérias a nível ecológico, económico e social, a espécie humana vai pagar o preço por dizimar a única vida que se conhece no Universo”, conclui o estudo.

Responsabilidade? Ser humano. A destruição de habitat, caça, poluição, integração de espécies alheias e aquecimento global. Mas a pior será “o crescimento desnaturado e descontrolado da população humana, o consumo excessivo”, garante Paul Ehrlich, um dos co-autores do estudo e autor do livro “A Bomba Populacional”.

Ehrlich admite falhas no “A Bomba Populacional”, mas garante que teve sucesso no seu foco, alertar as pessoas para as consequências ecológicas do crescimento populacional: “Mostra-me um cientista que diga que não há problema populacional e eu mostro-te um idiota”.

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