Estamos cada vez mais perto de carregar os carros durante a viagem

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Finalmente foi ultrapassado um dos maiores obstáculos ao carregamento de viaturas em movimento, o que quer dizer que estamos cada vez mais perto de conseguir fazer viagens sem as incómodas paragens para reabastecimento das baterias.

Este incrível avanço tecnológico poderá ter implicações gigantes no aumento da distância que pode ser percorrida por um automóvel eléctrico entre cargas enquanto este se desloca na autoestrada, e não só isto, mas este novo avanço irá também permitir uma maior mobilidade dos robôs das fábricas industriais, naturalmente, reduzindo os custos de produção destas.

O grupo de cientistas da Stanford University, conseguiu com base na pesquisa iniciada pelo MIT, transmitir energia suficiente no espaço de 1 metro para iluminar um Led enquanto este se deslocava, e apesar de ainda ser necessário muito trabalho até esta tecnologia conseguir trazer proveito ao nosso dia-a-dia e às nossas viaturas eléctricas, é irrefutavelmente um passo gigante, pois comprova que é possível transmitir corrente eléctrica a um objecto em movimento.

A ideia da transferência de energia pelo ar através de longas distâncias não é nada de novo, de facto, é quase tão antiga quanto a própria energia eléctrica, e foi apresentada e comprovada pela primeira vez, ainda no século XIX, pelo nosso inventor preferido, Nikola Tesla, que recorreu a condensadores para aumentar a voltagem da corrente, e produziu as nossas conhecidas, Tesla Coils.

O princípio utilizado nas Tesla Coils, é similar à base de outra ideia sua que utilizamos todos os dias, no nosso dia-a-dia, o motor de indução eléctrica, que transmite energia através de força electromagnética.

Apesar de Tesla não ter conseguido viver para ver o “mundo sem fios” que ajudou a criar em acção, sem ele jamais teria sido possível termos nada do que temos hoje em dia, nem mesmo um simples computador.

Neste caso, os cientistas foram procurar uma tecnologia desenvolvida por uma equipa de pesquisa do MIT há cerca de 10 anos, que permitiu à equipa na altura, transmitir 60 watts a uma distância de 2 metros, com uma taxa de eficiência de cerca de 40 porcento. O problema é que este método de transferência depende do ângulo do campo magnético, o que quando estamos a trabalhar com um objecto em movimento, é um problema crucial.

Para conseguirem ultrapassar esta situação, os cientistas recorreram à utilização de um amplificador de voltagem, e a uma resistência de reposta que ajustam automaticamente a voltagem com base nos dados recebidos para assim permitir a transferência da corrente eléctrica.

Aguardamos ansiosos que a tecnologia finalmente permita a tão aguardada transmissão de corrente eléctrica.

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