Esta ultra-fina ‘pele electrónica’ transforma o seu corpo num ecrã LED

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Desenvolvidos por pesquisadores de Tóquio, Japão, estes ecrãs electrónicos super-flexíveis são os mais finos de sempre, com uma incrível espessura de 3 micrómetros. Quão espesso é, na verdade? Oh cerca de 0.003mm – mais de 13 vezes mais fino do que um cabelo humano.

Não só estes são estes são os ecrãs electrónicos incorporados com luzes LED minúsculas que pode aderir à sua pele, como também ultrapassaram uma série de importantes desafios que implicavam que as alternativas não fossem viáveis para os mercados actuais.

Primeiro de tudo, estes ecrãs produzem muito menos calor do que os anteriores – o que é importante quando estamos a aplica-los directamente em contacto com a pele – e também usam menos energia, o que significa que podem ser utilizados por trechos maiores de tempo.

Esta ‘pele electrónica’ é também mais durável do que as outras versões por outra razão, como Adi Robertson explicou ao The Verge: “Um dos maiores problemas como estes tipos de filmes de luz no passado … era o facto de eles apenas durarem algumas horas quando expostos ao ar”.

A solução? Pesquisadores de University of Tokyo descobriram que poderiam inserir uma camada protectora especial, chamada camada de passivação, no filme de ecrã, e não só isto mantém tudo unido e previne que se parta ou se estique até se tornar demasiado fino que flexiona a sua pele, como também protege os componentes contra os elementos.

e-skin

“O revestimento mantém o oxigénio e o vapor de água suficientemente afastados para que possa trabalhar por ‘bastantes dias’”, diz Robertson.

Como a equipa reportou na Science Advances, quando uma ‘e-skin’ (diminutivo de electronic-skin que significa algo como pele-electrónica) com luzes vermelhas e verdes e um sensor que pode medir os níveis de oxigénio através da pele foi laminada a uma figura, permaneceu iluminada e obteve medições durante quatro dias inteiros.

As luzes utilizadas nos ecrãs são chamadas de polímero orgânico de díodos emissores de luz (PLEDs), que são pequenas folhas de luzes energeticamente eficientes que se ligam ou desligam quando expostas a um impulso eléctrico.

blue-display

Então para além da possibilidade de no futuro andarmos por aí com tatuagens chocantes ilumináveis, como poderá esta tecnologia realmente alterar as nossas vidas?

A utilização mais óbvia será para substituir os relógios de desporto e os sensores médicos para medir a pulsação, níveis de oxigénio no sangue, e passos diários. Ou poderão simplesmente tornar o nosso corpo num quadro de ocorrências, o que seria mais útil do que possa soar.

“Um trabalhador poderá ter as plantas ou um diagrama eléctrico a ser exibido na sua pele sem ter de andar com equipamentos pesados atrás”, um dos membros da equipa, Takao Someya, disse ao New Scientist.

Veja o vídeo abaixo para ter uma ideia do futuro:


(Vídeo em Inglês)

[ScienceAlert]

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