ESA quer cruzar Drones com satélites

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A Agência Espacial Europeia quer obter um novo tipo de veículo aéreo que estará na base do desenvolvimento de uma nova plataforma de exploração do céu a alta altitude, e para isso, a ideia será cruzar as duas tecnologias e usufruir do melhor de ambas.

O projecto chama-se High Altitude Pseudo-Satellites, ou HAPS, consiste no desenvolvimento de plataformas que possam flutuar ou voar a em altitudes elevadas tal como os aviões convencionais, mas com uma configuração semelhante à dos satélites. Mas não se encontram no espaço, e por isso podem manter-se dentro da atmosfera terrestre durante semanas, até mesmo meses, fazendo dessa forma uma cobertura muito mais eficaz do território.

A ESA está de momento a apontar para os 20 quilómetros de altitude, o que significa que é 10 quilómetros acima dos voos comerciais e onde a velocidade do vento é suficientemente reduzida para que se possam manter na mesma posição durante longos períodos de tempo. Assim, vão conseguir a manter a vigilância num horizonte de 500 quilómetros, permitindo a monitorização e a vigilância mais precisas, largura de banda nas comunicações e ainda backup a sistemas de navegação por satélite.

São diversas equipas envolvidas de momento na investigação desta possibilidade, um conceito que já tem, na verdade, mais de 20 anos, mas que agora se pode tornar realidade dada a existência de todos os equipamentos e tecnologias necessários actualmente. A miniaturização dos equipamentos de aviação, as células solares de alta performance e as baterias mais leves, bem como a redução da dimensão dos sensores, a preços mais reduzidos, formam a combinação ideal para o arranque do projecto.

Em Outubro foi realizada uma conferência onde se voltou a provar a possibilidade de concretização e foi também aberta uma call para o desenvolvimento de um estudo nesta área.

O Zephyr da Airbus, que em 2010 conseguiu o record de se manter 14 dias em voo sem reabastecimento, foi uma das outras experiências que se realizaram nesta mesma área. Uma nova versão deste avião, o Zephyr-T, com capacidade de suportar mais peso, já está a ser preparada, no entanto, existem outras iniciativas diferentes, como o Stratobus da Thales Alenia Space, que pode transportar 250 Kg de carga.

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