E se a inteligência artificial superar a humana

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Este estudo, “When Will Artificial Intelligence Exceed Human Performance?” (Quando irá a inteligência artificial superar a humana?), levado a cabo por investigadores da Universidade de Yale (EUA) e da Universidade de Oxford (Reino Unido), recolheu opiniões de cerca de 352 cientistas e especialistas, e todos acreditam que daqui a 45 anos existe uma probabilidade de 50% de as tarefas ocupadas por humanos conseguirem ser superadas por um sistema de inteligência artificial. O relatório indica ainda que a IA está a progredir a uma velocidade nunca antes vista e que pode mudar completamente a sociedade como a conhecemos, desde saúde a transportes, passando pela economia e ciência.

As questões feitas pelos investigadores foram realizadas com o objectivo de determinar, numa linha temporal, a superação de tarefas típicas do ser humano por máquinas. Dentro de algumas décadas, é bem provável que a IA (Inteligência Artificial) permita dominar trabalhos e procedimentos cada vez mais complexos, como por exemplo cirurgias ou até a escrita de livros. A definição “Máquinas de Alto Nível de Inteligência” – máquinas que conseguem completar tarefas de forma mais eficaz e económicas do que o ser humano – serviu como base para as considerações dos inquiridos.

As conclusões, segundo os resultados, mostram que metade aponta como provável que dentro de 45 anos as actividades humanas vão ser superadas por sistemas de IA, sendo que, em cerca de 10% das probabilidades a data reduz mesmo para 9 anos. Já em relação à automatização total do trabalho, há 50% de probabilidade que aconteça, mas só daqui a 122 anos (10% de chances de acontecer em 20 anos).

No ano passado de 2016, um romance criado por um programa de IA, passou a primeira fase de selecção para Prémio Nacional de Literatura Japonês. “O Dia Em Que Um Computador Escreve Um Romance” não foi o vencedor, no entanto, mostrou um desenvolvimento significativo.

Noel Sharkey, um especialista em robótica da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, afirmou à BBC que, “Resultados de estudos sobre o futuro podem ser úteis dentro de um intervalo de cinco a dez anos: isso é um futuro previsível”, e “Uma vez que vamos mais longe que isso, é pura especulação”.

O especialista vê também como inevitável, a superação das máquinas sobre os humanos em diversos campos, não acredita, no entanto, que a inteligência artificial possa sequer ser comparada à humana. “Não sei se alguma vez [uma máquina]será capaz de se levantar de manhã e perceber se o meu cão precisa de ir à rua ou tomar decisões humanas significativas”, afirmou.

Já segundo Stephen Hawking, a criação de máquinas inteligentes pode constituir uma ameaça à sobrevivência da espécie humana. A inteligência artificial tem-se revelado útil em diversos campos, mas a longo prazo “tornar-se-ia independente e redesenhar-se-ia a uma velocidade ainda maior”, afirmou também à BBC, nos finais de 2014. “Os humanos, que estão limitados pela sua evolução biológica, não podem competir [com a inteligência artificial]e seriam ultrapassados”, acrescentou.

“O risco com a IA não é a malícia, mas a competência”, afirmou ainda o físico numa entrevista ao The Times. “Uma IA superinteligente será extremamente boa a atingir os seus objectivos e se estes não estiverem alinhados com os nossos, teremos problemas”. Apesar da conjuntura, o físico mantém-se optimista, pois acredita que a espécie humana estará à altura dos seus desafios.

Até Elon Musk, conhecido pelas suas ideias futuristas, pensa que o ideal será alcançar “uma simbiose entre inteligência humana e a máquina” que permita evitar que a raça humana se torne irrelevante. As declarações foram feitas este ano ao World Government Summit, no Dubai.

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