Dormir pouco beneficia Alzheimer

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Algo tão simples como uma noite mal dormida, aumenta as proteínas cerebrais ligadas ao Alzheimer. Esta descoberta vem trazer força a uma ideia antiga que sugeria que o sono irregular poderia ter uma ligação com o aparecimento do Alzheimer.

Os cientistas conseguiram comprovar que o sono irregular está directamente associado ao aumento dos valores de duas das proteínas associadas ao Alzheimer, segundo pesquisadores da Washington University, e a ausência de um padrão regular de sono durante a juventude poderá aumentar os riscos de desenvolver Alzheimer com o avançar da idade.

A doença de Alzheimer caracteriza-se em grande parte pela perda de memória, e um declínio cognitivo gradual, afecta milhões de pessoas em torno do mundo, e o mais alarmante, é que a taxa de morte por Alzheimer, aumentou nos últimos 15 anos, cerca de 55 porcento.

Apesar de até à data não ter sido possível detectar qual a coisa por detrás da terrível doença, as proteínas cerebrais Amyloid beta e Tau foram identificadas com estando ligadas à doença, e como peças chave na mesma.

Esta descoberta veio complementar uma pesquisa anterior que concluiu que existe uma clara conexão entre o sono irregular e o défice cognitivo, no qual se inclui o Alzheimer, mas estes novos dados vem trazer uma maior certeza à influência das horas de repouso para a doença, e descobriram que uma simples noite mal dormida de voltas na cama, é suficiente para aumentar a quantidade da proteína Amyloid beta no cérebro, e que uma semana de noites similares, aumentam também a quantidade da proteína Tau.

Não existiu grande espanto por parte dos cientistas quanto ao facto de a proteína Tau só apresentar um aumento passado um período superior, devido ao facto de já ser do seu conhecimento que a Amyloid beta varia com mais brevidade.

O estudo recorreu a 17 adultos com idades compreendidas entre os 35 e os 65, sem historial de problemas crónicos de sono, que foram monitorizados através de monitores de actividade durante duas semanas, depois disto, os cientistas recorreram a um laboratório de sono (um quarto escuro com uma boa cama e à prova de som e variações de temperatura), e a eléctrodos aplicados no crânio para monitorizarem a sua actividade cerebral, bem como auscultadores a fim de perturbarem os seus padrões de sono.

A metade dos participantes aos quais o sono foi interrompido deliberadamente durante a fase do sono profundo, queixou-se ao despertar que se sentiam cansados, mas não se lembravam de ter acordado.

É claro que uma noite por outra mal dormida, apesar de não ser saudável, não será o problema por detrás do Alzheimer, mas as pessoas que sofrem deste problema de forma crónica, terão segundo o estudo, uma muito maior probabilidade de desenvolver a doença.

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