Detectados sinais de rádio vindos do espaço

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Foram detectados sinais de rádio vindos do espaço, com origem ainda desconhecida, não aparentam, no entanto, ter origem humana, assim alegam os autores da descoberta. A pesquisa foi realizada através do telescópio Molonglo, e a descoberta dos sinais foi agora confirmada por uma equipa de cientistas australianos.

Rapidamente surgiram os esperados rumores de que as ondas via rádio poderiam ter sido enviadas por vida extraterrestre, contou assim o The Telegraph.

Manish Caleb, investigador da Universidade de Swinburne, explicou que para já, a grande prioridade é compreender de onde veio esse sinal e qual a sua fonte.

“Devido às características do telescópio, temos 100% de certezas que as ondas (de rádio) vieram do espaço. Descobrir de onde vieram é a chave para entender quem as provocou”, explicou Caleb.

Com uma capacidade de abrangência de cerca de 59 quilómetros, com um amplo de campo de visão e contrariamente aos telescópios convencionais, Molonglo, consegue detectar simultaneamente múltiplos sinais de luz no céu, uma característica que permitiu aos astrónomos distinguirem os sinais locais dos vindos do cosmos.

Mas ainda existem aspectos que planeiam melhorar, como por exemplo as configurações para se identificarem as origens dos sinais de rádio.

“Só uma explosão não é suficiente para se conseguir associar a uma galáxia em específico. Esperamos que Molonglo possa estar apto para detectar muitas mais”, acrescentou ainda o investigador.

Contudo, não é a primeira vez que um episódio semelhante acontece, já no ano de 2007, foram também detectadas ondas de rádio misteriosas, através do telescópio Parkes, na Austrália, o que não demorou a gerar especulações.

A explicação de que os sinais poderiam ser causados pela interferência entre outros sinais oriundos do planeta Terra ganhou força, especialmente no ano de 1998, quando se chegou à conclusão que um conjunto de sinais semelhantes, identificados também pelo Parkes, foram provocados por um micro-ondas numa cozinha das imediações.

A pesquisa continua em busca de respostas mais objectivas afim de eliminar especulações e falsas explicações sem base cientifica comprovada.

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