Descobertos fragmentos de uma estátua de um faraó egípcio

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Até agora encontrados e contados, são já quase dois mil fragmentos pertencentes a uma estátua gigante, de um faraó egípcio, estes foram descobertos no início do ano num bairro do Cairo e estão ainda a ser examinados, identificados e numerados. E os investigadores acreditam tratar-se de um colosso de Psamtik I.

Para quem chega aos arredores da cidade do Cairo, é difícil imaginar que neste local começaram a surgir milhares de fragmentos de um colosso do faraó Psamtik I, que desde o início do ano tem emergido da lama no bairro de Matariya. A equipa de investigadores alemães e egípcios já recolheu e identificou 1920 peças até à data e a escavação continua.

São três dedos e algumas partes da saia real, que se salientam como alguns dos pormenores recolhidos do monarca (que se acredita ter vivido entre 664 e 610 a.C). E, durante o seu reinado, o Egipto deixou de estar sujeito ao império assírio e recuperou alguns dos seus laços estrangeiros.

As duas primeiras peças pertencentes a esta estátua foram recuperadas em Suq al Khamis, no início deste ano de 2017, a três metros de profundidade e no meio das ruínas de Heliópolis, a capital dedicada ao deus do Sol, Ra, e um dos mais importantes locais de culto do Antigo Egipto.

Até agora, os fragmentos foram retirados com muito esforço e mesmo contando com a intervenção do exército egípcio tem vindo a revelar-se uma tarefa morosa e difícil. Um torso do colosso foi recuperado em toda a sua envergadura (medindo cerca de 8 metros).

Os estudos preliminares sugerem que cerca de 2000 peças serão encontradas na próxima época arqueológica. A equipa composta por especialistas egípcios e alemães das universidades de Leipzig e Mainz permitiu alcançar algumas conclusões sobre o aspecto físico do faraó. Uma placa com o seu nome permitiu também identificá-lo com certeza, após dúvidas iniciais de que poderia ser Ramsés II.

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