Descoberto novo papel para o hipocampo do cérebro

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O hipocampo é aquela região do cérebro que se assemelha a um cavalo marinho composta por matéria cinzenta e que está bem no fundo do crânio, parece agora ter uma nova função, é um intensificador sensorial.

Uma nova pesquisa concluiu que a actividade desta região cerebral está ligada a diversas zonas do córtex cerebral de forma a mediar processos sensoriais. Além de nos fazer melhor entender como o cérebro trabalho, a descoberta poderá trazer benefícios terapêuticos para aqueles de sofrem de condições como o Alzheimer.

A descoberta revolucionária foi levada a cabo por pesquisadores da Universidade de Hong Kong, utilizando luz para activar nervos nos cérebros de ratos e posteriormente recorrendo a um processo de ressonância magnética para observar os resultados.

Infelizmente, grande parte da informação que temos acerca do funcionamento do cérebro é produto das análises feitas a pacientes que sofreram de traumatismos, que afectando diferentes regiões do cérebro, ajudou-nos a melhor entender qual a função especifica de cada uma.

Os pacientes que sofrem de danos na zona do hipocampo, grande parte das vezes, por exemplo, sofrem de amnésia, enquanto que indivíduos que sofrem de Alzheimer, geralmente têm falta de tecido nesta zona do cérebro.

Existem também outros casos ligados às funções do hipocampo, tais como a esquizofrenia e a epilepsia, o que demonstra que esta zona cerebral é bastante mais activa e importante do que o que poderia aparentar à primeira vista.

Nos últimos anos, os cientistas têm-se dedicado a estudar a conectividade funcional, que basicamente é a forma como as diversas regiões do cérebro interagem. Este nem sempre é um processo simples, e normalmente os cientistas recorrem a ressonâncias magnéticas, mas têm de aplicar ferramentas de estatística muito potentes a fim de determinar as relações existentes.

Uma coisa parece certa, devido à quantidade de terminações nervosas que se conectam ao hipocampo, este tem influência em diversos processos, embora não haja uma certeza quanto a qual será a dependência do mesmo para a conectividade funcional do cérebro em geral.

A equipa descobriu ao utilizar um processo chamado estimulação optogénica, que a activação através de uma frequência baixa do hipocampo, semelhante a quando estamos a dormir profundamente, gera actividade no córtex cerebral, que é basicamente a zona onde se processam os pensamentos profundos, a combinação de sensações, memórias, linguagem e análises cognitivas.

Este teste levantou a suspeita de que o hipocampo teria influência como intensificador sensorial, e uma vez que é aparente que a as funções sensoriais no hipocampo e no córtex cerebral estão interligadas, principalmente durante o sono, parece que este consegue efectivamente fazê-lo.

Esta descoberta poderá provavelmente ajudar a criar melhores tratamentos para doenças como o Alzheimer ou a epilepsia, e ajuda-nos também a melhor compreender o complexo funcionamento do cérebro.

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