Descobertas oito múmias egípcias num túmulo com 3500 anos

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O sarcófago principal, em forma de “T”, pertence a Userha, um juiz da cidade, foi construído durante a 18ª Dinastia. Além deste, foram ainda descobertas outras 7 múmias. Bem como mais de mil estátuas funerárias também elas encontradas no local da escavação.

Foi um grupo de arqueólogos egípcios que descobriu, perto de Luxor, um antigo túmulo com oito múmias, vários sarcófagos coloridos e mais de mil estatuetas funerárias. Esta descoberta de um túmulo com mais de 3.500 anos, foi, de acordo com a France-Presse, classificada como muito “importante”.

Construído originalmente durante a 18ª Dinastia, especialmente para receber Userha, um nobre que exerceu o cargo de juiz na cidade, o túmulo foi posteriormente reaberto, mais precisamente durante a 21ª Dinastia, para receber outras múmias (7). Neste tempo, altura em que o furto de sepulturas era muito comum, estas terão sido colocadas no interior do túmulo, localizado na necrópole de Draa Abul Nagaa, perto do Vale dos Reis, para as proteger e manter intactas. Pelo menos, assim acreditam os arqueólogos responsáveis pela escavação e descoberta.

“Não estávamos à espera de encontrar tantas coisas no seu interior”, explicou aos jornalistas o ministro das Antiguidades do Egipto, Khaled el-Enany, durante uma visita guiada ao local. Explicando ainda que o túmulo em forma de “T”, inclui “um átrio rectangular, um corredor e uma câmara interior”, Khaled el-Enany referiu ainda que além dos sarcófagos, foi ainda encontrado “um número elevado de ushabti, mais de mil”. Os ushabti são pequenas figuras esculpidas que eram colocadas no interior dos túmulos egípcios para ajudar o defunto na vida após a morte. “Esta é uma descoberta importante”, afirmou o ministro, citado pela France-Press.

Além destas duas primeiras salas, os arqueólogos descobriram ainda uma terceira, mas ainda não foi completamente escavada. Segundo el-Enany, as escavações vão continuar a decorrer. Nevine el-Aref, porta-voz do Ministério das Antiguidades, afirmou à France-Presse que “existem evidências que podem vir a ser encontradas novas múmias no futuro”.

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