Conheça a nova bateria que funciona com CO2 e Ar

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No nosso mundo em perigo, cada tecnologia verde conta, e quando esta tecnologia está conectada à própria energia, é um grande sucesso! Esta nova pesquisa, apenas nos colocou um passo mais perto de uma solução mais verde para a energia, através do desenvolvimento de uma bateria recarregável que funciona através de uma combinação de dióxido de carbono e ar.

Uma equipa do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, acaba de propor um novo tipo de solução, que consiste em bombear emissões em poços a 1 ou 2 quilómetros subterrâneos, forçando a água quente a vir à superfície, obtendo então uma fonte de energia geotérmica.

Bastante interessante, mas a nova invenção da Pennsylvania State University provavelmente será revolucionária.

“Este trabalho oferece uma alternativa mais simples para capturar energia através de emissões de CO2 em comparação com tecnologias existentes que requerem materiais caros a actuar como catalisadores e temperaturas muito elevadas para converter o CO2 em combustíveis úteis”, disse Christopher Gorski a Lisa Zyga Phys.org.

Este tipo de bateria, chamado de célula de fluxo, e a sua construção é bastante simples. Basta imaginar dois recipientes divididos por uma membrana semi-porosa e, em seguida, utilizando um processo chamado sparging (algo como aspersão), o gás do ar ambiente é dissolvido em água e transferido para um dos recipientes.

O segundo recipiente contém uma mistura de água com dióxido de carbono puro. Depois de dissolvido, o dióxido de carbono divide-se em iões de hidrogénio carregados positivamente, também conhecidos como protões e bicarbonato, levando a solução a um pH de 7.7 e uma vez que a solução com ar tem um pH mais elevado de 9.4, as misturas formam um gradiente com diferentes concentrações de partículas carregadas.

Enquanto a maioria das moléculas não fluirá através da divisão, os iões poderão se mover livremente entre soluções, e como resultado, os eléctrodos de óxido manganês em cada recipiente suportam diferenças de tensão, que produz como resultado corrente.

Uma vez esgotada, a célula é recarregada simplesmente trocando o fluxo da solução. Os pesquisadores descobriram que, mesmo depois de trocar o fluxo por mais de 50 vezes, a célula ainda mantém o mesmo nível de desempenho.

Por enquanto, esta célula de fluxo tem uma densidade de potência de cerca de 0.82 W/m2, que apesar de ser mais de 200 vezes mais poderosa do que os projectos anteriores, ainda é semelhante à sua bateria comum tipo AA.

Naturalmente, a adaptação da tecnologia, para utilizar gases resultantes da queima de combustíveis será outro obstáculo no caminho, já que por agora, baseia-se exclusivamente na utilização de dióxido de carbono puro e ar limpo.

Esta pesquisa foi publicada no Environmental Science & Technology Letters.

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