Cirurgia inovadora para tratar tumores da coluna

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Foi em Portugal que uma equipa de cirurgiões conduziu esta semana, a primeira cirurgia (minimamente invasiva) para tratar um tumor da coluna. Este procedimento foi realizado em Lisboa e o paciente está, de momento, sem dores.

Esta é a primeira vez que uma cirurgia minimamente invasiva para tratar um tumor da coluna é realizada em Portugal, principalmente com resultados “muito positivos”. Deu a notícia, esta semana, o Hospital dos Lusíadas em Lisboa, local onde a operação foi efectuada. O tratamento é inovador e recorreu a um equipamento de ablação cirúrgica por radiofrequência que nunca tinha sido utilizado em Portugal. Este equipamento, especificamente o tratamento em questão, garante mais segurança tanto para o paciente como para a equipa médica, além de ser bem mais eficaz e preciso na retirada da zona afectada pelo tumor.

Os resultados são “muito positivos”, garantiu assim o neurocirurgião responsável pelo procedimento, Dr. Vítor Moura Gonçalves, esclarecendo ainda que “este procedimento promete ser um dos grandes avanços e uma importante arma terapêutica no tratamento dos tumores da coluna vertebral nos próximos anos”.

O procedimento da ablação consiste na retirada ou destruição de tecido afectado e o uso da radiofrequência bipolar localizada, e assim “destrói as células tumorais, aliviando a dor e melhorando a qualidade de vida dos doentes”, explicou o médico.

Este procedimento pode mesmo fazer toda a diferença, uma vez que as metástases ósseas são os tumores que mais afectam a coluna vertebral. Em Portugal, existem cerca de 25 mil novos casos por ano.

Dr. Vítor Gonçalves explica que estas metástases dão origem “a dor intensa” e são caracterizadas por “um agravamento progressivo”. Acerca do paciente que se submeteu a esta cirurgia, o cirurgião garante que o nível de dor, de 0 a 10, passou de um 9 ou 10 antes da cirurgia a uma ausência de dor por completo após o procedimento.

Este procedimento inovador é, à data de hoje, o único que oferece uma maior precisão e flexibilidade, uma vez que “é personalizado a cada doente”. Este é um aparelho que utiliza sondas refrigeradas “que evitam o super-aquecimento dos tecidos circundantes durante o procedimento”.

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