Cientistas filmaram pela primeira vez o “tubarão fantasma”

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Na verdade, são também conhecidos como quimeras, e estes animais são parentes dos tubarões e das raias.

Alguns cientistas norte-americanos filmaram recentemente, nunca tendo existido nenhum registo deste animal, um raro Hydrolagus trolli, também conhecido como “tubarão fantasma”, no seu habitat natural, as profundezas do oceano. Este registo foi o primeiro alguma vez feito, e os avistamentos deste animal são tão raros como provavelmente os exemplares da espécie.

Conhecidos também como quimeras, estes animais são parentes dos tubarões e das raias e vivem a grandes profundidades nos oceanos, o que também torna a sua observação difícil, e os registos ainda mais, mesmo com a evolução da tecnologia, a captura de imagens destes animais, tendo em conta a sua raridade, foi de facto uma conquista muito importante.

Estes novos registos vão poder ajudar na investigação mais aprofundada da espécie, e a observação do animal no seu habitat natural, fica então registada para futuros estudos e angariação de dados do animal.

Neste caso, os cientistas acreditam ter capturado, em vídeo, um exemplar da espécie quimera azul de nariz pontiagudo.

Tal como os tubarões comuns, o corpo deste peixe é formado por placas de cartilagem, e este animal distingue-se ainda, por ter um pénis retrátil na cabeça.

As imagens foram filmadas por um veículo operado de forma remota por cientistas do Instituto de Investigação do Aquário de Monterey Bay e são a únicas desta espécie no seu habitat natural.

Este peixe foi descrito pela primeira vez em 2002, a partir de 23 exemplares capturados perto da Nova Caledónia, a profundidades entre os 610 e 2000 metros. A sua observação ao largo da Califórnia e do Havai mostra que está muito mais espalhado pelo globo do que se pensava anteriormente.

Os cientistas colocam ainda a possibilidade de este animal não ser o raro Hydrolagus trolli, nesse caso, podemos estar perante uma nova espécie.

Lonny Lundsten, do Aquário de Monterey Bay, sublinha que estas imagens mostram que sabemos ainda muito pouco sobre as profundezas do oceano.

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