Cientistas acreditam que o interior da Lua pode conter água

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São os cientistas norte-americanos da Universidade de Brown, que encontraram agora provas que evidenciam a existência de água alojada no interior da Lua. Os resultados deste estudo foram publicados esta Segunda-Feira.

De facto, pode mesmo existir água no interior da Lua, inclusive uma quantidade maior do que se pensava. Assim garantem os cientistas da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, uma das mais conceituadas universidades de todo o mundo.

Este estudo foi publicado esta semana pela Nature, e evidencia a existência de água “presa em lençóis freáticos”, resultante das erupções vulcânicas que assolaram o solo lunar há milhões de milhões de anos, afirmou Ralph Milliken, principal autor do estudo, em entrevista à CNN.

“O facto de quase todos esses (depósitos vulcânicos) demonstraram sinais de água, sugere que o interior da Lua seja molhado”, disse em comunicado a universidade.

Em perspectiva, esta descoberta pode motivar uma futura missão à Lua, uma vez que a água pode ser potencialmente extraída dos depósitos subterrâneos. Ainda que estas reservas vulcânicas não tenham muita água, existe uma grande quantidade de material com que trabalhar, alguns destes lençóis ocupam milhares de quilómetros quadrados e atingem vários quilómetros de profundidade, garantiu Milliken. “É mais água do que se esperava”.

E esta não é a primeira vez que se reconhece a existência de água na Lua. Já no ano de 2009, a NASA fez o mesmo anúncio, mas dessa vez referia-se a pequenas quantidades. Alguns cientistas acreditam que esses pequenos reservatórios tenham sido criados pela interacção dos ventos solares com o hidrogénio a altas altitudes, uma vez que a Lua é desprovida de atmosfera. No entanto, o estudo realizado em 2009, também demonstra pequenas quantidades de água em estado sólido nos pólos da Lua.

Acreditava-se inicialmente que a Lua não tinha água, numa altura em que as missões Apollo começaram, nos anos 60. Mas essa noção depressa mudou em 2008, quando amostras das missões de 1971 e 1972 foram novamente analisadas e demonstraram a existência de pequenos cristais de água.

Os cientistas da Universidade de Brown analisaram novas imagens de satélite da Lua e revelaram que a distribuição de água é bastante uniforme.

“Esta distribuição destes depósitos de água é a chave de tudo: estão espalhados de tal forma que nos leva a acreditar que a água encontrada nas amostras da missão Apollo não é uma coincidência”.

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