A Ciência do Stradivarius: Exploradores Exploram o Intimo do Design dos Violinos

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Alguma vez se perguntou acerca daquelas aberturas nos violinos – para que servem, e como surgiram? Pesquisadores do MIT e da North Bennet Street School em Boston sim, e o que descobriram é fascinante. Depois de sete anos de comparações de medidas, raios-X e tomografias de centenas de instrumentos da família dos violinos que datam desde o século 10, os pesquisadores descobriram que as características dos instrumentos sofreram alterações surpreendentemente como evolução por selecção natural.

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Acontece que o som se propaga melhor ao longo das bermas as aberturas no corpo do violino, e aquele “f” curvado, e alongado nos instrumentos mais recentes não só produz mais “poder acústico”, como também utiliza menos espaço do que as anteriores aberturas circulares ou semi-circulares. Mas mesmo os mestres construtores de violinos, especula Nicholas Makris do MIT, provavelmente desconheciam a física dos mesmos. Em vez disso, pequenas alterações nas formas devido a erros ou arranjos estilísticos (como mutações em genes) teriam melhorado ou piorado o som resultante, e os violinos que produziam melhor som “sobreviveriam” para se tornar o padrão para mais e melhores modelos.

Isto claro não diminui a mestria de artesãos como Stradivari, de quem os violinos superam os escrutínios hoje em dia. Podiam não saber exactamente o que estavam a fazer, mas fizeram-no melhor do que qualquer outro.

“O mistério é bom, e existe magia na construção de violinos”, concluiu Makris. “Mas aqui, para nós, é bom perceber cientificamente tanto quanto você consegue”

Veja se consegue distinguir um Stradivarius de um violino moderno no vídeo abaixo.


(Vídeo em Inglês)

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