Carro que se desfaz em caso de acidente registado pela Google

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A divisão de carros autónomos da empresa Google, de nome Waymo, registou agora uma patente de um carro que consegue alterar a sua estrutura automaticamente, consegue-o perdendo as partes rígidas, como o para-choques e o capot, isto em caso de uma colisão impossível de evitar.

Este conceito está a ser apelidado de “carro mole” do Google, no entanto não envolve novos materiais ou fórmulas químicas na sua construção. A principal característica deste método, publicado no início deste mês de Agosto, são molas, cabos e varas (que em circunstâncias normais estão firmes, mantendo assim a forma do carro), capazes de se alargar ou desprender em caso de colisão. O objectivo é reduzir a força do impacto nas colisões. Em última instância, a carroçaria do carro colapsa por inteiro.

“A força do impacto é o principal factor na quantidade de estragos causados pelos veículos. Por isso, é desejável criar um veículo capaz de reduzir a força do impacto experienciada na colisão,” assim se lê na patente. O sistema vem ainda com tecnologia que permite detectar qual o tipo de colisão (por exemplo, uma árvore, poste de iluminação, peão, carro ou ciclista) de modo a medir o grau da resposta.

Já não é a primeira vez que o Google apresenta uma proposta para proteger peões de colisões. No ano passado, a empresa registou uma patente que consistia num carro com um exterior aderente (ficando conhecido como o “modelo pegajoso”) que protegia os peões porque ficavam colados ao carro em caso de impacto, em vez de serem projectados para o asfalto.

Estas propostas do Google pretendem resolver alguns dos problemas éticos associados aos carros autónomos, como o comportamento do carro em acidentes impossíveis de evitar.

A segurança (e a diminuição das falhas humanas) é um dos grandes atributos dos carros autónomos. Desde o ano de 2014, foram apenas registados 34 acidentes com carros autónomos na Califórnia, um dos estados americanos onde a circulação destes automóveis é legal.

A empresa Google está a testar esta tecnologia desde 2012 e apesar dos seus carros já terem estado envolvidos em diversos acidentes, a maioria aconteceu com veículos com condutores humanos que pararam, inesperadamente, na frente de carros autónomos. Já um acidente com o piloto automático da Tesla, no ano passado, levou à morte do único ocupante do carro. Embora uma investigação tenha concluído que a marca não seria responsabilizada, porque o homem deveria ter mantido as mãos no volante.

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