Buraco na camada de ozono na Antártida diminuiu

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A Agência Espacial NASA, divulgou esta semana que o buraco da camada de ozono sobre a Antártida, já encolheu, registando agora o menor tamanho desde o ano de 1988.

A NASA divulgou esta Sexta-Feira que o buraco da camada de ozono sobre a Antártida encolheu para o menor tamanho desde 1988, e elevou assim as expectativas sobre a possibilidade das condições climáticas venham a melhorar naquela zona e diminuir dessa forma alguns problemas registados e previstos.

O enorme buraco na camada protectora de ozono do planeta Terra, atingiu o seu máximo em Setembro, e a NASA quantificou a sua dimensão em 19,6 milhões de quilómetros quadrados.

E segundo Paul Newman, um cientista da NASA, as condições tempestuosas na atmosfera superior aqueceram o ar e impediram que os químicos cloro e bromo ‘comessem’ o ozono.

Newman afirmou ainda que estas são boas notícias e adiantou que a baixa verificada este ano tem causas naturais, mas que está no topo de melhorias pequenas, mas contínuas, sendo estas resultantes, muito provavelmente, de um tratado assinado em 1987, algo que limitou a produção e consumo de substâncias químicas destruidoras do ozono.

O ozono trata-se de uma combinação de três átomos de oxigénio, e esta importante camada protege a Terra dos raios ultravioletas que provocam cancro da pele, danos em colheitas entre muitos outros problemas.

A NASA defendeu claramente que o encolhimento do buraco não pode ser dissociado do tratado de 1988, estabelecido durante a Convenção de Viena, que veio limitar o consumo de substâncias químicas destruidoras da camada protectora, e sublinha este assunto como determinante.

No último ano, a NASA tinha contabilizado, por esta mesma altura do ano, uma área de 23 milhões de quilómetros quadrados no buraco da camada de ozono. Um valor que, no ano de 2015, ascendia quase a 30 milhões de quilómetros quadrados.

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