Bomba sem fios pode salvar o seu coração

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Até agora, se sofresse de uma condição que requeresse uma bomba para assistir o coração, provavelmente iria deparar-se com um cabo a sair do seu corpo, ligando a bomba à sua bateria e unidade de controlo, mas tudo isso poderá estar finalmente prestes a mudar, graças a uma equipa de cientistas Australiana, que decidiu criar um sistema sem fios para alimentar os corações artificiais, que para além de mais prática e estética, poderá também reduzir grandemente as hipóteses de infecção.

Estes dispositivos que simulam o funcionamento do coração, são aplicados ao paciente quando o seu coração não tem condições de bombear o sangue com a tensão necessária, e normalmente são utilizadas quando um paciente aguarda por um transplante de coração, ou se encontra em processo de recuperação de uma cirurgia cardíaca.

Apesar de estes dispositivos claramente salvarem vidas incontáveis e serem uma maravilha da medicina moderna, não estão a ser utilizadas em todo o seu potencial. Devido aos riscos associados a estes dispositivos, muito poucos são aplicados, e no processo são perdidas muitas vidas que poderiam de outro modo ser poupadas, sendo que o risco maior deste dispositivo e sua aplicação, se encontra na necessidade da existência de um cabo a interligar a bomba ao controlo da mesma, saindo de uma cavidade do corpo, eventualmente em casos de infecção, levando à morte.

O corpo humano por natureza está coberto de bactérias e outros micro-organismos, que não nos afectam normalmente devido a uma das nossas mais eficientes barreiras de defesa, a nossa pele. Mas quando abrimos uma brecha nessa barreira, e particularmente na zona de um órgão tão crucial como o coração, aumentamos o risco de infecção para níveis de quase 100 porcento.

Preocupados com este problema, os cientistas decidiram criar um sistema de transferência de energia sem fios, que evita a necessidade da entrada de um cabo no corpo. O sistema incorpora na bomba uma resistência de cobre que elimina a necessidade da existência do referido cabo.

Na parte exterior do corpo, com este sistema passa apenas a existir um transmissor e uma bateria que pode ser transportada no bolso ou numa bolsa, que tem no seu interior uma resistência receptora, eliminando por completo a dependência dos cabos.

Apesar de o sistema estar ainda em numa fase bastante embrionária, já consegue atingir 94 porcento de eficiência na alimentação de uma bomba de coração, portanto com mais algumas afinações, provavelmente estará dentro de pouco tempo disponível para as intervenções cirúrgicas.

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