Bateria de Lítio: nova tecnologia permite absorver energia do CO2

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O sério problema do dióxido de carbono não é novidade para ninguém, todos sabemos que a nossa atmosfera contém níveis alarmantes deste gás devido a toda a poluição gerada pelo ser humana, mas agora uma tecnologia fruto de um trabalho por parte de um grupo de cientistas, poderá estar prestes a alterar esta situação.

A resolução do problema do excesso de CO2 na atmosfera, tem sido um dos pontos que mais tem merecido a atenção dos cientistas, uma vez que todos os dias este gás aumenta, potenciando efeitos não só nocivos para o planeta directamente, como também para a nossa saúde. O sistema presente de prevenção de emissão de dióxido carbono para a atmosfera, apesar de funcional, requer em contrapartida, quantidades enormes de energia, segundo o MIT.

Segundo um estudo com data de 2014, este tipo de sistema necessita de cerca de 30% da energia capaz de ser produzida por um central eléctrica, acabando não só por gerar mais poluição neste processo, mas também por não dar um destino ao dióxido de carbono retido. A ideia de encontrar utilizações para o dióxido de carbono em excesso não é novo, havendo sido tentado inclusivamente tornar o mesmo numas fonte viável de combustível, e com base nessa ideia, uma equipa do MIT teve a ideia de criar um sistema de bateria que absorve o dióxido de carbono directamente das estações eléctricas, convertendo então este gás num electrólito, que é um dos três componentes desta revolucionária bateria.

Por norma, as baterias de lítio e dióxido de carbono, necessitam de catalisadores metálicos para trabalhar, devido ao facto de o CO2 ser pouco reactivo, tornando a produção deste tipo de baterias, bastante dispendiosa e instável, mas a equipa liderada pelo engenheiro mecânico Betar Gallant, conseguiu alcançar uma conversão electroquímica do dióxido de carbono, utilizando apenas um eléctrodo de carbono, e a solução para tal passou pela utilização de dióxido de carbono no seu estado liquido, incorporado numa solução amina.

Ao o fazerem, os cientistas demonstraram pela primeira vez, que através da utilização destas técnicas avançadas, o dióxido de carbono pode se tornar mais propenso à electroquímica. Apesar de estas não ser a abordagem mais lógica, a verdade é que esta extravagante combinação despoletou novas e interessantes reacções que permitem a descarga de energia, e a conversão do dióxido de carbono.

Apesar de a pesquisa ainda não se encontrar no ponto que irá permitir a esta tecnologia o lançamento no mercado comercial, as experiências demonstram que não só é mais eficiente, como económico e seguro, apesar de ainda existir espaço para novos melhoramentos que irão certamente existir antes de estas poderem alcançar o mercado, por enquanto estas baterias só conseguem suportar cerca de 10 ciclos de carga e descarga.

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