Baleia Azul suspensa no Museu de História Natural de Londres

0

Chama-se Hope (“Esperança”, em português) e tem 25 metros de comprimento. Suspensa no ar, com a cabeça baixa e a mandíbula aberta, as ossadas deste gigante mamífero causam impacto a todos os que entram no museu.

A verdade é que, já nos oceanos, a beleza, o tamanho e a presença destas baleias é incontornável e agora, podemos ver uma das maiores, a baleia azul, exposta no Museu de História Natural de Londres.

O esqueleto da Baleia Azul veio substituir o do dinossauro da espécie diplodoco, Dippy, que estava em exposição no museu já desde o ano de 1979 e que vai agora iniciar uma digressão pelo Reino Unido. As novas ossadas do mamífero são de 1892, e foram originalmente exibidas no ano de 1934, instaladas como uma parte de renovação no Museu de South Kensington. Estão suspensas no ar, numa posição com a cabeça baixa e a mandíbula aberta. Estas ossadas dão as boas-vindas aos visitantes e a sua inauguração aconteceu na semana passada. Entre os convidados encontrava-se a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton.

“Este é um momento histórico para o museu e para milhões de pessoas de todo o mundo que nos visitam. A transformação de Hintze Hall [entrada do museu]representa uma nova era para nós como Museu de História Natural”, afirmou Michael Dixon, o director do museu, citado pelo The Telegraph. Acrescentou ainda que colocar Hope no centro do museu, precisamente no meio de espécies vivas e extintas, “é um poderoso lembrete da fragilidade da vida e da responsabilidade que temos para com o Planeta”.

Até ao ano de 2015, o esqueleto estava pendurado ao lado de uma outra baleia na galeria dos mamíferos, mas não permitia uma visão tão desafogada. Richard Sabin, o especialista de baleias do museu, fala da espécie como criaturas “incrivelmente misteriosas e complexas a nível comportamental”. Agora, neste novo espaço, Hope pode exibir os seus 25 metros de comprimento e as quatro toneladas de ossadas. “É impossível não ser atingido pela escala desta bela criatura que mergulha na nossa direcção quando entramos no museu”, afirmou Richard Sabian.

Neste vídeo publicado no Youtube, o Museu de História Natural revela que a equipa trabalhou durante cerca de três anos para se preparar para o momento.

Comment