Astrónomos encontram novas evidências para o nono planeta

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O astrónomo que levou à despromoção de Plutão de planeta espera poder compensar com um novo Nono Planeta, e acha que o seu caso se está a tornar mais forte. Ainda não temos nenhuma confirmação visual de hipotético planeta, mas provas da sua influência estão a aumentar.

O Dr. Michael Brown da Caltech utiliza o seu status de downgrader astronómica com orgulho: O seu alias no Twitter é @plutokiller (Assassino de Plutão), a destituição de Plutão, votada pela União Internacional de Astronomia (IAU) em resposta às descobertas de Brown, e foi tão controvérsia, que 10 anos depois Brown ainda recebe ameaças.

Em Janeiro, no entanto, Brown redimiu-se aos olhos de alguns com a proposta de um novo Nono Planeta. O hipotético planeta poderá estar muito distante para os nossos telescópios actuais o verem, mas foi proposto que ele tem uma órbita alongada que poderá em certas alturas faze-lo aproximar-se o suficiente do sol para criar distúrbios sobre quaisquer cometas ou planetas anões com que se cruze. Brown alegou que padrões nas órbitas de alguns dos habitantes externos ao planeta solar, indicam que eles foram desviados através da influência de algo com uma massa similar à de Neptuno.

A última adição ao caso de Brown é o anúncio de um colóquio do SETI de um Objecto na Cintura de Kuiper (KBO), algo a orbitar alguns entre 30 e 50 UAs (Unidades Astronómicas), uma UA sendo a distância da Terra ao Sol. O objecto, tweetou Brown, “Está no preciso local onde deveria estar o Nono Planeta”.

Mesmo antes da descoberta, Brown escreveu um documento e conjunto com o Dr. Konstantin Batygin, disponível no ArXiv.org que ainda tem de ser aprovado, mapeando onde seria expectável encontrar o Nono Planeta.

Antes do documento e do novo KBO, as afirmações de Brown estavam a atrair bastante interesse por parte dos astrónomos.

Brown e Batygin que seis KBOs com órbitas excêntricas todas fazem a sua aproximação máxima ao Sol do mesmo lado, no mesmo plano orbital e a distancias similares, apesar de terem comprimentos orbitais diferentes. Isto, afirmaram eles, ou era uma coincidência extraordinariamente incomum, ou o sinal de um objecto maior a alterar as órbitas através da sua influência gravitacional.


(Vídeo em Inglês)

[IFLScience]

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