Astrónomos Descobriram o Primeiro Pulsar de Uma Anã Branca

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O fim não é realmente o fim, pelo menos se for uma estrela. Quando a vida de uma estrela chega ao fim, simplesmente torna-se em algo diferente. Supernovas, Buracos Negros, e Anãs Brancas são todos estados finais de estrelas, mas o universo continua a conseguir surpreender-nos.

Astrónomos utilizando o South African Large Telescope (SALT) [Grande Telescópio da África do Sul] conseguiram observar uma rara anã branca a pulsar. O objecto incomum, chamado Te 11, é o resultado de uma explosão estelar que aconteceu há 1500 atrás, e que tem passado por “soluços” periódicos depois de ter roubado material da sua estrela companheira. Tal objecto é chamado uma anã nova.

“Emparelhamentos na astronomia como o encontrado na Te 11 são extremamente raros, mas é antecipado que estudos planeados do céu noturno possam encontrar bastante mais”, disse o Professor Patrick Woudt, Director de Astronomia na University of Cape Town e co-autor do estudo, numa declaração.

A Te 11 está localizada a cerca de 1070 anos-luz de distância na constelação de Orion. É um sistema binário constituído por uma Anã Branca 1.2 vezes mais massiva do que o Sol, e uma companheira maior, mas menos densa orbitando a cerca de duas vezes a distância da Lua à Terra. Um documento que realça as descobertas foi publicado nas Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

A ligação entre a Te 11 e a “explosão da nova” há 1500 anos atrás foi possível devido aos arquivos preciso da astronomia Chinesa. De acordo com os registos históricos, uma nova estrela (chamada de “nova”) apareceu em 483 CE (Era Comum) perto da posição da Te 11, tornando-a por um curto período mais brilhante do que qualquer outra estrela no céu nocturno.

Os astrónomos pensam que este objectos poderão não ser tão raros quanto pensamos, e planeiam utilizar um estudo de largo plano do céu austral (do Sul) com ondas ópticas e rádio, tais como MeetLICHT e MeerKAT, para saber mais.

“Pesquisas planeadas com o MeerKAR e o MeerLICHT irão explorar os céus austrais procurando mais destes objectos incomuns, que poderá contar-nos mais acerca da formação e evolução destes binários compactos na Via Láctea”, disse Woudt.

[IFLScience]

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