Astrónomos Descobriram Uma Nova Lua no Nosso Sistema Solar

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“Lua sobre Makemake” parece um romance ou um quadro, mas de momento representa um anuncio da NASA de uma descoberta de uma companheira do terceiro maior (e segundo mais brilhante) planeta anão na Kuiper Belt. O anuncio reforça a hipótese de a maior parte dos planetas anões terem luas, no entanto fazendo Plutão parecer menos especial.

A Kuiper Belt vai desde a órbita de Neptuno até 50 unidades astronómicas (AU) do Sol. Até 2000, era pensado que apenas contivesse Plutão, a sua Lua Charon, e alguns cometas, mas mais recentemente vários novos habitantes foram descobertos. Já foram encontradas Luas à volta de Eris, o segundo maior residente conhecido da Kuiper Belt, e Objectos Kuiper Belt mais pequenos (KBOs).

Agora o Telescópio Espacial Hubble adicionou S/2015 (136472), alcunhado de MK2, à lista. Até agora muito pouco é sabido acerca da MK2. É pensado que tenha cerca de 160 quilómetros de largura, e é 1300 mais ténue do que o próprio Makemake. No entanto, as suas características orbitais ainda não são conhecidas.

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Assim que a órbita seja medida poderemos calcular a massa de Makemake (utilizando o facto de um período orbital depender da distância e da massa). Como já temos uma vaga ideia do tamanho do Makemake, 1500 quilómetros de largura, isto irá nos providenciar uma estimativa da densidade, e portanto da composição. Os astrónomos estão ansiosos por saber o quanto difere de Plutão, para além do tamanho.

Já é sabido que Makemake, tal como plutão, é coberto por metano gelado, mas não sabemos nada sobre o que se passa abaixo. Plutão tem uma distância média de 39.5 AU do Sol, enquanto que Makemake tem 45.7 AU.

A órbita também indicará as origens da MK2. Uma órbita alongada sugeriria que é outro KBO que Makemake capturou a algum ponto, enquanto que uma órbita quase circular sugeriria que, como a nossa Lua, é feita de detritos que sobraram a de uma colisão com algo maior.

Telescópios gigantes baseados na Terra podem detectar objectos mais distantes do que o relativamente mais pequeno Telescópio Hubble, mas têm mais dificuldades em encontrar algo ténue quando está perdido no resplandecer de um objecto relativamente brilhante como Makemake. Para além disto, o Hubble pode ter tido alguma sorte na observação, que foi feita em Abril de 2015 mas apenas anunciado à pouco.

“As nossas estimativas preliminares demonstram que a órbita da lua parecer ser na borda, e isso significa que normalmente quando olhamos para o sistema não iremos detectar a lua porque fica perdida no resplandecer brilhante de Makemake”, disse o Dr. Alex Parker do SouthWest Research Institute numa declaração.

Makemake já intrigou os astrónomos anteriormente, porque parecia ter zonas mais quentes do que o resto do mundo gelado. No entanto, agora parece lógico que estas “zonas” eram de facto detecções da MK2 nos telescópios que não tinham conseguido separar os dois mundos. A MK2 é mais quente do que o seu pai porque a sua superfície é bastante escura, absorvendo mais calor. A diferença da cor poderá ser um resultado da MK2 ter muito pouca gravidade para aguentar o metano, que a maior parte do tempo se mantei gelado na superfície de Makemake, mas poderá por vezes se tornar em gás.

[IFLScience]

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