2016 teve um segundo a mais

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Na noite de 31 de Dezembro de 2016, foi preciso contar 3, 2, 1, 1, reparou? Ao entrar em 2017 teve de se contar mais um segundo. Sim, o ano que a maioria das pessoas considerou ter sido horrível, foi 1 segundo mais longo, e isto, é ciência.

Um segundo a mais para 2016, que se deveu ao facto do Tempo Universal Coordenado e do Serviço Internacional da Rotação Terrestre e dos Sistemas de Referência. Pois bem, este serviço sediado em Paris, define os ajustes do tempo de forma a aproximar o movimento de rotação da Terra com a escala do tempo atómico, o “tempo civil” adoptado pela maioria dos países, tal como Portugal.

Como o movimento de rotação da Terra está em abrandamento (ligeiro), é necessário ajustar o tempo atómico, tempo esse que é medido na terra por cerca de 400 relógios atómicos, que têm uma precisão acima do normal. Já é assim desde 1972 e desde então, foram inseridos 26 segundos suplementares (em inglês são denominados de leap seconds).

O objectivo do segundo suplementar é que a diferença entre a hora que marcam os relógios (UTC) e a escala astronómica (baseada no Sol e na rotação da Terra), não seja superior a 0,9 segundos.

O último segundo foi adicionado a Junho de 2015, e agora o Serviço Internacional da Rotação Terrestre e dos Sistemas de Referência, decidiu adicionar mais um segundo às 23h59m59s de dia 31 de Dezembro de 2016. Sendo que Portugal Continental e o Arquipélago da Madeira estão no fuso horário do Tempo Universal Coordenado, o segundo extra entrou exactamente àquela hora.

Portanto, quando estive a contar os segundos para abrir o champanhe, ou fez uma pausa ou contou a mais um segundo, mesmo antes da entrada em 2017.

Este é o comunicado publicado pelo Serviço Internacional da Rotação Terrestre e dos Sistemas de Referência:

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