10 Mulheres da Ciência

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Como hoje é o dia internacional da mulher, decidimos compilar uma pequena lista de dez mulheres que dedicaram sua vida à Ciência. A ciência cresce de dia para dia, e todos podem fazer a diferença, e por isso na Ultimate Science, decidimos comemorar este dia com estes fatos interessantes acerca destas dez grandes mulheres!

10 – Emilie du Chatelet (1706 – 1749)
Gabrielle-Emilie Le Tonnelier de Breteuil, filha do chefe de protocolo da corte francesa, casou-se com o marquês du Chatelet em 1725 a quem deu três filhos. Mas aos 27 anos, decidiu começar a estudar matemática com empenho tendo posteriormente se interessado pela física, interesse esse que aumentou quando viveu uma relação extraconjugal com o filósofo Voltaire, também apaixonado pela ciência. O seu romance durou menos do que as suas experiências científicas em conjunto, e o seu contributo mais duradouro para a ciência foi a tradução para francês do livro Principia de Isaac Newton, ainda hoje utilizada. Encontrou a morte aos 43 anos, durante complicações no parto do filho resultante de uma relação com um jovem oficial militar.

9 – Mary Somerville (1780 – 1872)
Devido à sua elevada curiosidade e a um problema que lera uma vez numa revista de moda feminina, Mary Fairfax, decidiu aos 14 anos explorar o estudo da álgebra e da matemática, desafiando assim o seu pai que era contra as suas aspirações. Em 1804, desviou a sua atenção dos estudos para casar com um capitão da Marinha russa, mas após a morte deste, voltou para Edimburgo e envolveu-se em círculos intelectuais, associando-se a pessoas como o escritor Sir Walter Scott e o cientista John Playfair, altura em que regressou aos seus estudos na área da matemática e da ciência. Casou novamente em 1812 com William Somerville, que apoiava as ambições da mulher, tendo depois esta se tornado anfitriã do seu próprio círculo intelectual e começado a elaborar testes acerca do magnetismo, tendo produziu uma série de escritos acerca de astronomia, química, física e matemática. Somerville foi uma das duas primeiras mulheres, junto com Caroline Herschel, a serem nomeadas membros honorários da Royal Astronomical Society.

8 – Mary Anning (1799 – 1847)
A aspiração de Mary Anning começou desde cedo, quando o seu irmão encontrou um esqueleto de um crocodilo, e encarregou a irmã, então com 11 anos de tratar da sua recuperação. Esta, com elevado empenho e dedicação, conseguiu processar o crânio e 60 vértebras do animal, tenho posteriormente vendido o esqueleto a um coleccionador privado por 23 libras, o que ela não sabia, era que não se tratava de um crocodilo, e sim de um Ichthyosaurus, conhecido como “peixe-lagarto”. Esse foi apenas o primeiro passo na extensa carreia de Anning como caçadora de fósseis. Posteriormente encontrou também um plesiosaurios de pescoço longo, um pterodactil e milhares de outros fósseis que ajudaram os cientistas a criar uma imagem do mundo marinho pré-histórico, durante o período Jurássico.

7 – Irène Curie-Joliot (1897 – 1956)
Irène seguiu os passos dos pais Pierre Marie Curie e tornou-se numa cientista, tendo a tese do seu doutoramento em ciências tido como tema os raios alfa do polónio, um dos dois elementos descobertos por Marie Curie. Casou-se com Frédéric Joliot, um dos assistentes da mãe no Radium Institute, em Paris, e os dois juntos continuaram o trabalho dos seus pais, procurando descobrir mais acerca da estrutura do átomo. Receberam juntos o Prémio Nobel de Química, e Irène morreu em 1956 vítima de leucemia, provavelmente devido à longa exposição à radioatividade durante todos os anos de estudos.

6 – Maria Mitchell (1818 – 1889)
Maria Mitchell aprendeu bastante jovem a observar as estrelas com o seu pai, e com apenas 12 anos, ajudou o pai a registar o tempo de um eclipse. Aos 17 anos, já tinha criado a sua própria escola para meninas, ensinando-lhes ciência e matemática. Mas foi em 1847, quando viu uma através do seu telescópio um cometa, que realmente se destacou e foi homenageada por todo o mundo, ganhando uma medalha do rei da Dinamarca e tendo-se tornado na primeira mulher a ser eleita para a Academia Americana de Artes e Ciências. Mais tarde, em 1857, viajou para a Europa, onde visitou observatórios e se encontrou com outros cientistas, incluindo Mary Somerville. Mitchell tornou-se na primeira professora de astronomia nos Estados Unidos, quando foi contratada pelo Colégio Vassar em 1865.

5 – Caroline Herschel (1750 – 1848)
Herschel teve uma infância na qual era tratada quase como uma criada pelos pais em Hannover, e mais tarde quando o seu irmão mais velho, William, a levou para a Inglaterra em 1772 e enveredou pela carreira de Astrologia, Caroline seguiu os seus passos, ajudando o seu irmão nas suas observações e na construção de telescópios, tendo-se tornado uma excelente astróloga por mérito próprio, descobrindo novas nebulosas e aglomerados de estrelas. Foi também a primeira mulher a descobrir um cometa e a primeira a ver o seu trabalho publicado pela Royal Society. Foi também primeira mulher britânica a ser paga pelo seu trabalho científico. Morreu em 1848 aos 97 anos depois de ter recebido diversas honras no seu campo, incluindo uma medalha de ouro da Royal Astronomical Society.

4 – Barbara McClintock (1902 – 1992)
Enquanto estudava botânica na Universidade de Cornell na década de 1920, Barbara McClintock obteve deu os seus primeiros passo na área da genética, tendo se tornado numa adepta fervorosa desta área. E enquanto estudava e obtinha os seus diplomas de graduação e pós-graduação, foi pioneira no estudo da genética das células de milho. Em Cold Spring Harbor situada em Nova York, depois de observar os padrões de coloração de grãos de milho ao longo das gerações de plantas, determinou que os genes poderiam se mover dentro e entre os cromossomas. A descoberta não se encaixava no pensamento convencional sobre genética e, no entanto, foi amplamente ignorada, e apenas mais tarde, com as técnicas moleculares melhoradas que se tornaram disponíveis na década de 1970 e no início dos anos 80 confirmaram sua teoria e esses “genes de salto” foram encontrados em micro-organismos, insectos e até mesmo humanos, McClintock recebeu um Prémio Lasker em 1981 e Prémio Nobel em 1983.

3 – Lise Meitner (1878 – 1968)
Quando Lise Meitner terminou a escola aos 14 anos, ela foi impedida do ensino superior, assim como todas as meninas na Áustria. Mas, ela estava determinada a estudar a radioactividade e ao chegar aos 21, as mulheres foram finalmente autorizadas a frequentar as universidades austríacas. Aos 23 anos, matriculou-se na Universidade de Viena e lá, destacou-se em matemática e física e obteve seu doutorado em 1906. Em Berlin, colaborou com Otto Hahn no estudo de elementos radioactivos, mas como uma mulher judaica austríaca, foi excluída dos principais laboratórios e palestras e apenas pode trabalhar longe da vista do público. Em 1938 foi obrigada a fugir da Alemanha Nazi, continuando o seu trabalho na Suécia e mais tarde Hahn descobriu que os átomos de urânio se dividiam quando bombardeados com neutrões, calculou a energia liberada na reacção e chamou o fenómeno de “fissão nuclear”. A descoberta rendeu a Hahn o Prêmio Nobel em 1944, mas Meitner, foi negligenciada pela comissão dos prémios Nobel.

2 – Rosalind Franklin (1920 – 1958)
James Watson e Francis Crick são creditados pela determinação da estrutura do DNA, mas a sua descoberta baseou-se no trabalho de Rosalind Franklin. Enquanto adolescente na década de 1930, Franklin frequentou uma das poucas escolas de meninas em Londres que leccionava física e química, mas quando disse ao seu pai que queria ser cientista, este rejeitou a ideia, mas posteriormente cedeu e permitiu que esta se matriculasse na Universidade de Cambridge, tendo efectuado um doutoramento em química e física. Aprendeu técnicas de cristalografia de raios-X em Paris, retornando a Inglaterra em 1951 para trabalhar no laboratório de John Randall no King’s College em Londres. Lá, ela criou imagens de raio-X de DNA. Ela tinha quase descoberto a estrutura da molécula quando Maurice Wilkins, mostrou uma das imagens de raios-X de Franklin a James Watson, que rapidamente descobriu que a estrutura era uma dupla hélice e, com Francis Crick, publicou a descoberta no jornal Nature. Watson, Crick e Wilkins ganharam um Prémio Nobel em 1962 pela sua descoberta e Franklin, no entanto, morreu de cancro do ovário em 1958.

1 – Marie Curie (1867 – 1934)
Nascida Maria Sklodowska em 7 de novembro de 1867, Marie Curie tornou-se na primeira mulher a ganhar um Prémio Nobel e na primeira pessoa a ganhar o prémio duas vezes. O trabalho de Marie e do seu marido Pierre Curie, levou à descoberta do polónio e do rádio e, após a morte de Pierre, ao desenvolvimento dos raios-X. Fascinada pelo trabalho de Henri Becquerel, Marie Curie levou o seu trabalho mais além, e conduziu as suas próprias experiências em raios de urânio e descobriu que estes permaneceram constantes, independentemente da condição ou forma do urânio. Os raios, ela teorizou, vieram da estrutura atómica do elemento e esta ideia revolucionária criou o campo da física atómica. Curie criou a palavra “radioactividade” para descrever os fenómenos, mais tarde em 1898, descobriram o elemento polonium, assim chamado em homenagem à Polónia, país natal de Marie.

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